segunda-feira, 24 de novembro de 2008
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Para iniciarmos o estudo sobre o nosso tema fizemos pesquisas bibliográficas sobre a limpeza pública e atitude do cidadão. Vimos que cabe ao poder público organizar formas de limpeza para os diferentes espaços urbanos.
Durante o período de desenvolvimento do projeto, fizemos levantamento de informações por parte da prefeitura e sites da mesma, telefonamos e solicitamos algumas limpezas em terrenos baldios, mas que na maioria não foram atendidas; também tentamos ver o que cada candidato à prefeitura propunha para seu governo, só conseguimos com o Odelmo, fizemos entrevistas com moradores de 38 bairros de Uberlândia (veja a tabulação dos dados no site da escola), e finalmente saímos da Escola para ver como anda a limpeza pública em alguns bairros de Uberlândia,...
Fomos aos seguintes lugares em nossa saída:
1° Rua João Oliveira Andrade
Bairro: Tocantins;
2° Rua: Valentino Tronconi
Bairro: Taiamã;
3° Praça Nicolau Feres
Bairro: Martins.
No primeiro lugar que fomos, vimos os funcionários da Limpebrás trabalhando na limpeza: capina e varrição do canteiro central e da rua, entrevistamos seus trabalhadores, descobrimos que:
- Trabalham em média oito horas por dia;
- A escolaridade da maioria é o 1° grau incompleto;
- Recebem um salário mínimo, mais sesta básica e horas extras (opcional) e menos de 6% descontados pelo vale transporte;
- Para trabalhar usam luvas, pernetas e botas para proteção;
- A maioria tem acima de 30 anos;
- São tratados bem pelos moradores às vezes até recebem um lanche;
- Eles não gostam do emprego, mas trabalham para pagar as contas, ter o que comer e sustentar a família;
No 2° lugar que fomos, vimos que os próprios moradores construíram uma praça há 11 anos. A prefeitura que deveria construir ou planejar a organização do espaço, mas como ela não agiu... Vimos também atrás da praça um local onde organizaram um pomar com: bananeira, mangueira, pinha... Do lado há um lugar onde um senhor cria animais e proporciona vários problemas (mau cheiro, presença de roedores,...). A prefeitura deveria tomar uma providência já que os moradores disseram que já ligaram lá muitas vezes.
Por último, fomos a praça Nicolau Feres onde trabalhava um senhor, funcionário da prefeitura a mais de 20 anos, ele disse que adora o emprego (o único). Vimos também funcionários da limpebrás varrendo e cuidando da mesma. Naquele local vimos a atuação da prefeitura no cuidado com a limpeza urbana onde apreciamos um lugar tranqüilo e muito bem cuidado, diferente do caso anterior, que só é cuidado pelos moradores.
A limpeza urbana é bastante importante, mas a administração pública não está dedicando atenção suficiente a este problema. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) a limpeza exerce efeitos prejudiciais no bem estar das pessoas. Como:
" Malefícios do lixo:
-Biológicos: lixo nas margens de rios e córregos, substâncias que vão para os lençóis freáticos, saúde, ...
-Econômico: a reciclagem e o reaproveitamento reduz custos
-Social: várias pessoas remexem o lixo a fim de arranjar sustentos para a família.
Principalmente as metrópoles não têm destino correto para o lixo, um problema sério, mas os governos não se preocupam em intervir". ttp://www.escoladacrianca.com.br/cartilha_limpeza_urbana.pdf
Após toda essa nossa caminhada de pesquisas, leituras, visitas e outras etapas por nós realizadas no projeto, vimos o quanto é importante cada cidadão agir de forma responsável para manter limpo e bem cuidado o espaço em que vive. Percebemos também que a atitude de cada um em particular pode influenciar no contexto geral da limpeza pública da cidade.
Concluímos assim que, tanto por parte dos moradores (não jogar lixo nas ruas, canteiros,...) quanto por parte da prefeitura (resolver problemas de reclamações por telefones, cuidar melhor da capina, varrição,... de alguns bairros) ainda tem muito a ser feito e que nós enquanto moradores temos que cobrar mais do poder público o que cabe a ele fazer para termos assim uma cidade mais limpa e melhor para se viver.
Enfim, achei o trabalho diferente, nunca tinha feito algo aassim na Escola, às vezes achava meio cansativo (ùltimo horário), mas valeu a pena pois convivi com outras pessoas e adquiri conhecimentos novos a respeito da precariedade da limpeza pública de Uberlândia que até então eu achava ótima ( ou desconhecia) e assim tive oportunidade de conhecer melhor o lugar onde vivo e adquirir informações que guardarei para toda minha vida.
VEJA ANÁLISE GERAL DO PROJETO FEITA PELA ALUNA : JÚLIA MORASUTTI - 5ª A
Nós fomos aos bairros: Tocantins, Taiamã e Martins.
2. No bairro Tocantins percebi que alguns moradores jogam resíduos e descartes na rua sem pensar, ou seja, não tem consciência do que suas atitudes podem causar. Mas de modo geral, nas ruas por onde passamos nesse bairro verificamos que mesmo nos locais que ainda não haviam recebido a varrição e nem a capina, tinham pouquíssimas sujeiras e que o mesmo apresentava-se de forma geral, limpo e bem cuidado.
A pracinha feita pelos moradores do bairro Taiamã estava bem limpa e organizada. O contraste que pude ver foi a praça limpa de um lado e do outro um grande monte de entulho, parecendo um grande depósito de lixo. Além da pracinha, existe no local um pomar. Ao caminharmos por ele constatamos que devido a presença de muitas arvores, o ar estava mais agradável; E por último, ainda vimos que ao lado da praça e do entulho fica uma área verde, que é usada por um senhor para a criação de animais. Segundo informações dos moradores essa atividade traz um grande mau cheiro para dentro de suas casas e também atraem roedores e insetos. O que faz com que esses moradores sintam-se prejudicados.
A Praça Nicolau Feres no bairro Martins estava limpa e bem cuidada, pois a sua limpeza estava sendo feita no momento da visita pela Limpebraz e pelo Sr. José Vilmar, funcionário da Prefeitura. Mas segundo informações que tivemos de pessoas que a conhecem, ela é mantida sempre muito bem organizada.
3. A partir do Projeto Viver Uberlândia, onde desenvolvemos atividades como : trabalho de pesquisa e informações sobre o nosso tema, descobertas em de sites da Prefeitura sobre a prestação de serviço à limpeza pública, fizemos reclamações à Prefeitura solicitando algum tipo de limpeza , registro através de fotos, debates sobre o assunto, entrevista e visita que fizemos a 3 bairros de nossa cidade, foi possível adquirir melhor e maior conhecimento sobre o assunto dentre eles alguns como: *Descobrimos a origem da palavra(Aleixo Gari- um francês que trabalhou na limpeza pública de São Paulo....mais informação veja texto no blog.) , *alguns funcionários da Limpebraz entrevistados (que trabalham na capina, coleta e varrição), disseram não gostar do que fazem, sendo o seu trabalho na empresa de limpeza, apenas uma forma de sobrevivência econômica. Fato que contrasta com depoimento do Sr. José Vilmar, funcionário que trabalha com isso há 20 anos e demonstrou claramente o seu amor pelo que faz.
Nesse sentido, penso que para termos uma cidade mais bonita, limpa e bem cuidada, devemos sim cobrar do poder público o que cabe a ele fazer. Mas, antes de tudo, cada um tem de fazer a sua parte tendo atitudes de respeito com o lugar em que vive não poluíndo o messmo e tendo os devidos cuidados para que seu ambiente permaneça sempre limpo e assim juntos, população e poder público, conseguirão o que é melhor para todos: Um ambiente saudável para se viver.
As grandes mudanças no mundo, sempre começaram com pequenas mudanças dentro de um único ser humano. Revisando seus valores e crenças sobre ele, a vida e o mundo. Pelo menos é o que a minha mãe sempre diz para exemplificar mudanças históricas como o cristianismo, o fim da escravidão, o direito de voto das mulheres, e etc. E o que eu entendo disso, é que algo precisa começar a mudar primeiro dentro de cada um de nós, para depois ser compartilhado com os
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
COMENTARIO CONCLUSIVO
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
QUESTIONÁRIO SOBRE A LIMPEZA URBANA DE NOSSA CIDADE
Questionário
Como está o trabalho da limpeza urbana e a atitude do cidadão no seu bairro?
Bairro: ________________________
Veja o resultado de nossa pesquisa (de acordo com os números indicados na frente de cada parêntese), após entrevistarmos moradores de 38 bairros de Uberlândia.
01. A coleta de resíduos e descartes é feita quantas vezes por semana?
( ) 4 ou mais – 6
( ) 3 dias – 25
( ) 2 dias – 3
( ) raramente – 1
( ) nunca – 0
02. Como os moradores colaboram com a limpeza urbana?
a) Sempre colocam os resíduos e descartes em locais próprios como cestos?
( ) Sim – 20
( ) Não – 15
b) Colocam o material a ser recolhido do lado de fora nos dias da coleta?
( ) Sim – 31
( ) Não – 3
c) É comum ver sacolas com resíduos e descartes jogadas nas ruas e portas das casas?
( ) Sim – 20
( ) Não – 14
d) As ruas são varridas quantas vezes na semana?
( ) 5 dias – 1
( ) 4 dias – 3
( ) 3 dias – 5
( ) 2 dias – 3
( ) 1 dia – 10
( ) nenhum dia – 11
e) Você já jogou restos de construção, resíduos ou descartes em terrenos baldios, vias públicas, cantei-ros ou já viu alguém fazendo?
( ) Sim – 14
( ) Não – 20
03. Como está a prestação do serviço público sobre a limpeza urbana no seu bairro?
a) Existem espaços públicos que deveriam ser praças e estão abandonados e sujos?
( ) Sim – 23
( ) Não – 13
b) Como está a limpeza da praça mais próxima de sua casa?
( ) ótima –3
( ) boa – 21
( ) ruim – 8
c) Como está a limpeza dos canteiros com relação a poda das árvores, capina, arborização e manutenção das mesmas?
( ) ótima –3
( ) boa – 23
( ) ruim – 10
d) Existem terrenos baldios sem os devidos cuidados como capina, calçadas?
( ) Sim – 29
( ) Não – 5
e) Você já solicitou a prestação de serviço da limpeza urbana da prefeitura? Se sim, responda: Você foi atendido?
( ) Sim – 3
( ) Não – 29
f) Existe algum trabalho feito por moradores de seu bairro, com relação a limpeza pública, que ao seu ver é um exemplo de atitude positiva para o meio ambiente?
( ) Sim – 4
( ) Não – 29
O que foi?
1. Capina de terrenos baldios.
2. Coleta seletiva.
3. Varreção nas portas das casas.
Obs.: Os dados obtidos em cada ítem do questionário não coicidem com o total de pessoas entrevistadas pois algumas pessoas não responderam todas as perguntas.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
O que vimos em nossa saída no dia 25.09.2008
CANTEIRO CENTRAL DA R.TAYLOR SILVA B. TOCANTINS
MESMA RUA-FUNCIONÁRIOS TRABALHANDO NA LIMPPEZA PÚBLICA
PRAÇA- R. VALENTINO TROCONI(FEITA PELOS MORADORES) B.TAIAMÃ
R.JOÃO OLIVEIRA ANDRADE-B.TOCANTINS
PRAÇA NICOLAU FERES
RUA VALENTINO TRONCONI -B.TAIAMÃ
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Limpeza pública em Uberlândia
Rua dos Emigrantes-Bairro Patrimônio
Bairro Lagoinha
Rua Bocaiúva-Bairro Morada da Colina.
Rua Benjamim Alves dos Santos _ Bairrro Lagoinha
Rua Ernestina cunha Chaves _ Bairrro - Morada da ColinaFotógrafos : Maria Laura e Gabriel ramos
http://www.escoladacrianca.com.br/cartilha_limpeza_urbana.pdf
ATIVIDADES:
_ Leia o texto sobre limpeza urbana que está no blog, clique download - veja a catilha sobre limpeza urbana e leia também as páginas 5,6,7 e o cápitulo 5 . Faça um comentário escrito sobre o tema em uma folha .
_ Faça as entrevistas o mais rápido possível.
Último dia para entrega dessas atividades:01-10 - 2008
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
LIMPEZA URBANA
No ano de 1407, os londrinos foram instruídos a guardar o lixo dentro de casa até ser levado pelo coletor. Esta forma de recolhimento durou cinco séculos sem mudanças. As autoridades, contudo, encontraram dificuldades em manter os regulamentos. Até mesmo o pai de Shakespeare foi punido, flagrado jogando lixo na rua em 1551.
As campanhas de limpeza pública não eram novidade em Paris. Os parisienses, ignorando os apelos governamentais, continuaram a jogar lixo nas ruas. Entre 1506 e 1608, Paris ficou conhecida como a cidade mais suja da Europa. Este problema só começou a ser superado a partir de 1919, quando 300 veículos circulavam na cidade para fazer a coleta. O uso obrigatório da lata de lixo, instituído pelo prefeito Poubelle, levou os franceses a adotarem o nome "poubelle" para as cestas coletoras.
Viena é até hoje conhecida como a cidade mais limpa da Europa, título conquistado desde a época do Império Austro-Húngaro. Por volta de 1340 em Boemia, na antiga Tchecoslováquia, já se estudava a melhor maneira de se limpar uma cidade.
Cada cidade, cada país, ao longo da sua história, se defrontou com a problemática do lixo. Cada qual deu sua solução para o problema, de acordo com seu desenvolvimento tecnológico, seus recursos econômicos e a vontade de resolver a questão.
No Brasil, aos olhos do Governador Mem de Sá, edificar a cidade em região aquosa, era um problema quase insolúvel que demandava gasto de muito dinheiro, tempo e engenharia.
No Rio do século XVI, dinheiro não se contava em notas de papel, mas em barras de melaço, a forma pela qual a cana de açúcar era beneficiada e exportada para a Europa. Foi exatamente nesta conjuntura, em que predominou o espírito mercantilista - o mínimo de investimento para o máximo de lucro - que o Rio de Janeiro começou a se formar como cidade. Edificada sem método e crescendo ao sabor das circunstâncias, sejam de ordem econômica ou outra ordem do momento, a cidade do Rio se desenvolveu sem preocupações que fossem além do futuro imediato.
Em 1760, a cidade chegava aos 30 mil habitantes. Nesta época, atirava-se lixo por todas as partes.
Aqueles residentes próximos ao mar o jogavam na praia e os moradores vizinhos às lagoas, pântanos, ou rios, ali mesmo faziam seus despejos.
E assim cresceu o Rio, num quadro sanitário e de higiene que prenunciava uma crise. A manter-se a defasagem entre o ritmo de crescimento da população, da cidade e da melhoria de sua condição higiênico-sanitária, o século XIX iria assistir trágicas consequências desta crise.
Estruturação dos Serviços de Limpeza - A primeira postura da Câmara Municipal referente à limpeza, data de 1830, e curiosamente versava sobre: "limpeza, desempachamento das ruas e praças, providências contra a divagação de loucos, embriagados e animais ferozes e os que podiam incomodar o público". Estas posturas eram basicamente normativas, isto é, definem proibições e estabelecem sanções quanto ao despejo de lixo nas vias públicas. No entanto, mesmo algumas dessas posturas já se traduzem num arremedo do que seriam os serviços de limpeza pública no futuro. Vários outros projetos e tentativas no que tange à limpeza da cidade pedindo concessões são apresentados à Câmara, a maioria deles indeferidos. Aqueles que não foram indeferidos acabaram antes de começar.
Aleixo Gary: Uma Revolução na Limpeza Urbana - Uma discreta notícia inserta na Gazeta de Notícias de 11 de outubro de 1876, sobre o novo contratante da limpeza urbana da cidade, deixa antever importantes mudanças na administração e execução do serviço de limpeza urbana. Aleixo Gary, francês de origem, inaugurava uma nova era na história da limpeza pública no Rio, apoiado principalmente em sua eficiência de trabalho.
Em 1885, o governo resolve contratar, provisoriamente, Aleixo Gary para o serviço de limpeza das praias e remoção do lixo da cidade para Ilha de Sapucaia, localizada no bairro chamado Caju. Aproveitando-se das circunstâncias, Gary tentou, com uma proposta, concentrar todo o conjunto de atividades da limpeza - logradouros, remoção do lixo das casas particulares, praias e transporte do lixo para Sapucaia - em suas mãos, isto é, monopolizar o setor.
Mas, sua proposta não teve sucesso, sendo recusada pelo governo. Gary no entanto, se mantém como responsável pelo serviço de limpeza na cidade e remoção de lixo para Sapucaia até 1891, data do témino do seu contrato. Nesse mesmo ano, Aleixo Gary se afasta da empresa deixando seu parente, Luciano Gary. No ano seguinte, porém a empresa parece ter sido extinta, pois em documento de 1892, o Ministério da Justiça se dirige ao Prefeito requisitando "O pagamento a Aleixo Gary e Cia de 232.238 contos de réis pelo qual o governo adquiriu o material de extinta empresa de limpeza".
Cria-se a Superintendência de Limpeza Pública e Particular da Cidade. Gary deixara marca na história da limpeza urbana pública no Rio de Janeiro. Tão forte foi a atuação desse empresário que os empregados encarregados pela limpeza, os lixeiros, passaram a ser chamados de "garis".
Os serviços desta superintendência, no entanto, deixam a desejar. Os problemas se agravam e em 1897, a Prefeitura resolve contratar novamente serviços particulares, que por sua vez, não conseguiram cumprir com os seus contratos, o que faz então a prefeitura em 1899 retomar seus serviços de limpeza da cidade. Em 1904, a prefeitura compra o terreno da Rua Major Ávila, nº 358, na Tijuca, onde se localiza a sede da Comlurb. Em 1906, o serviço de limpeza urbana dispunha de 1084 animais, já insuficientes para a limpeza da cidade que produzia 560 toneladas de lixo. É assim que, a título de experiência, são adquiridos dois auto-caminhões. Seria o início da passagem do uso animal para o uso mecânico na coleta.
Século XX - No início do século XX, o Prefeito Pereira Passos, foi o primeiro governante a terminar o mandato, depois de muitos anos de crise na prefeitura.
Neste sentido, a estrutura organizacional dos serviços de limpeza urbana da cidade sofre grande transformação, passando de Superintendência Subordinada à Diretoria de Higiene à Superintendência Autônoma.
Os técnicos especialistas fizeram vários estudos para viabilizar o destino final do lixo. A construção de um grande forno foi motivo de debate nas décadas de 20 a 40, não se chegando a uma conclusão. Na década de 40, o processo mais usado é ainda o vazadouro no mar, nos aterros do Amorim e o do Retiro Saudoso (Caju).
Nesta época, os garis ganham os primeiros uniformes oficiais da prefeitura. Foram necessários 5000 uniformes. Também em 1940, a Diretoria Geral de limpeza pública e particular passa a ser o Departamento de Limpeza Urbana, DLU, subordinado à Secretaria de Obras.
Uma medida inovadora do DLU foi o uso dos caminhões coletores compactadores, até hoje utilizados, e a introdução do hábito de embalar o lixo em sacos por parte da população.
Ligado à mudança de hábitos e de consumo, um maior número de automóveis aparece nas ruas, criando um novo problema para a limpeza das calçadas e sarjetas devido ao uso indiscriminado destas para estacionamento. Problema aliás, que permanece até os dias atuais.
Em 1975, o Estado de Guanabara uniu-se ao antigo Estado do Rio de Janeiro. Esta fusão transformou a cidade do Rio de Janeiro em Município, capital do novo Estado. O antigo DLU passou pelo nome de Celurb, e, com a fusão, passou a chamar-se Comlurb, agora uma empresa da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro.
Em 1996, mais de 100 anos após o surgimento da empresa Aleixo Gary e 20 anos depois da constituição da Comlurb, observa-se que o serviço de limpeza continua a ser um dos mais visados pela opinião pública.
Da coleta do lixo pela tração animal chegou-se à tração mecânica evoluindo para o caminhão e modernizando-se com a coleta semi-automatizada.
Do tonel em que os escravos carregavam o lixo, dos acondicionamentos improvisados, do uso dos sacos plásticos, passamos pelos latões, voltamos aos sacos plásticos e demos um salto para a modernidade com os contêineres de plástico usados atualmente na Europa.
Hoje as lagoas são tratadas. Sua limpeza é feita com barcos de alta tecnologia.
Do lixo jogado no chão, chegamos às papeleiras. São 30.000 em todo o município.
Das 560 toneladas de lixo produzidas na cidade chegamos a 8.300 t/dia.
E neste quadro, a figura do gari é a mais popular do Rio de Janeiro, com seu uniforme laranja e vassoura na mão.
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quinta-feira, 21 de agosto de 2008
PRAÇA DA SINFONIA - BAIRRO TAIAMÃ
PRACINHA(ORGANIZADA PELOS MORADORES)-RUA VALENTINO TRONCONI- B.TAIAMÃ
PRACINHA ANTERIOR ATRÁS - POMAR
PRACINHA ANTERIOR
RUA DOS TARÓIS
RUA DOS TARÓIS - TAIAMÃ
RUA DOS TARÓIS-B.TAIAMMÃ




